Conhecida como um dos lugares mais democráticos do Rio de Janeiro, a Lapa sempre pareceu agradar a todos. Não é incomum ouvir pessoas comentando que é possível encontrar diversão para todo o tipo de gente, e que esse é o melhor fator da Lapa. Mas, na prática, existe muita gente que não gosta de lá.
“Acho a Lapa um lugar meio esquisito. Sei lá! Acho que lá é meio desorganizado, sujo, sombrio. Tenho um certo medo, já fiquei sabendo de vários assaltos por lá”, diz Fernanda Bello, de 21 anos, estudante de Administração no IBMEC. A violência e a insegurança são os fatores que mais afastam as pessoas da Lapa. A falta de iniciativas governamentais em melhorias só agravam esses problemas, que atualmente são problemas em qualquer lugar da cidade. Fernanda ainda completa: “Gosto de poder sair de carro, estacionar em algum lugar que não me dê medo, como as ruas da Lapa me dão. Não gosto de ter que parar longe e ficar andando à pé. Realmente prefiro não ir lá, me sinto muito insegura”.
Em entrevista ao Lapa em Foco, Daniel Koslinski, um dos donos do Grupo Matriz, que possui várias casas noturnas em Botafogo e na Lapa afirma que até mesmo para os comerciantes do local é difícil atrair clientes quando não se pode garantir a segurança. “A iniciativa do estado por ali é muito tímida e pouco abrangente. Existe esse estigma de crescimento e grandes lucros, mas a coisa na verdade é bem diferente. Muita gente ali investiu tudo, apostou no bairro e tem o direito de lucrar, mas mesmo assim é muito difícil porque o poder público não ajuda. O comércio informal toma as calçadas e não deixa espaço para as pessoas caminharem, vendem bebidas alcoólicas para menores, e destroem o lucro dos comerciantes que geram empregos, pagam impostos e vivem ameaçados por inúmeros órgãos de fiscalização. Os flanelinhas dominam as ruas extorquindo dinheiro debaixo das barbas da PM. Isso afasta um público que não está a fim de enfrentar essa guerra.”, diz ele.
Mas nem todo mundo se sente tão ameaçado, e ainda consideram a Lapa como o que há de melhor para se divertir na noite carioca. “A insegurança é algo que está em toda a cidade, sem exceção. Hoje você pode ser assaltada em qualquer lugar, literalmente! Eu já fui assaltada na Lapa, levaram minha bolsa, com tudo que tinha dentro, dinheiro, documentos, celular. Tudo! Mas cara, eu sei que isso podia ter acontecido em qualquer lugar, não aconteceu só porque eu estava na Lapa. A Lapa tem os melhores shows, os melhores bares, lugares que eu nunca vou deixar de freqüentar”, diz Natália Bittencourt, de 20 anos, estudante de cinema da Estácio de Sá, apoiada por seu namorado, João Melo, 21 anos. “É obvio que seria muito melhor se a gente pudesse se sentir cem por cento seguro, mas isso não é mais uma realidade em lugar nenhum da cidade. Com tudo isso, afirmo e repito, a Lapa é o melhor lugar do Rio de Janeiro!”, brinca ele.
Por Carolina Ruiz


marido Martín Gonzáles acabaram de se casar, e se hospedaram no
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Quando e como foi a decisão de sair do sertão do Nordeste e vir morar no Rio de Janeiro?
O senhor tem planos de se mudar da escadaria? Algum plano de morar em outro lugar aqui no Rio ou voltar pro Ceará?
O armazém não deu certo e no mesmo ano o prédio se tornou o Grande Hotel da Lapa. Funcionou até o final da década de 1940, tendo sempre entre seus hóspedes importantes fazendeiros e políticos da República Velha. Em 1948, o prédio foi reformado e se transformou em um dos principais cinemas da cidade, o Cine Colonial. Décadas mais tarde, em 1965, o prédio passa por mais uma reforma, dessa vez a última. A fachada se manteve muito parecida durante todas as reformas, desde o Grande Hotel, porém foi no interior desse prédio que as grandes mudanças aconteceram. Os anos se passaram e o prédio continuou sofrendo transformações. De armazém a hotel, de hotel a cinema, e finalmente, de cinema a uma das principais casas de música da cidade do Rio. 

Hoje, após 11 anos do seu fechamento, o Circo Voador reconquistou o seu público, a sua confiança e seu status de casa cultural, sendo um dos maiores palcos do Rio de Janeiro. Além de shows, a casa oferece cursos, é local de exposições e abriga projetos sociais em uma
A idéia de abrir uma choperia já é antiga. Dois anos antes, quando o Grupo abriu a Taberna do Juca na Lapa, viu que era um bom negócio. Tempos depois, quando a Taberna foi vendida, resolveu abrir a choperia de fato, também devido à grande demanda de pessoas procurando lugares bacanas para tomar um bom chope na Lapa. O público é grande e diverso – o que já é tradição para as casas do grupo – como explica Daniel Koslinski, um dos três sócios do Grupo Matriz. “Todas as casas do Grupo Matriz têm perfis diferentes, mas sempre com uma ‘alma’ em comum. Boa parte do público entende isso e se identifica com essa ‘alma’. Essa foi uma das razões do sucesso do grupo desde o começo, acreditar que boa arte, música, cultura e entretenimento independem de tribos”, explica o empresário.