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Um brasileiro de coração

novembro 8, 2007

É muito difícil alguém visitar o Rio e não se apaixonar. Quase todos possuem uma história de amor com o Rio. Esse é o caso de César Gomes, um dos 36,9% de turistas que visitaram a Cidade Maravilhosa segundo dados do Instituto Pereira Passos. Mas a sua história não é apenas mais uma.

César nasceu em Buenos Aires há 26 anos. Há pouco mais de dois anos, ele e alguns amigos vieram visitar o Brasil pela primeira vez. Desembarcaram direto no Rio de Janeiro para curtir algumas semanas de férias. Depois do tempo previsto seus amigos voltaram para a Argentina, mas ele não. César fez amigos brasileiros e cariocas e continuou viajando pelo Rio, conhecendo outras cidades além da capital.

Foi em uma dessas viagens que o argentino decidiu que ficaria de vez no Brasil. Em uma de suas aventuras foi acampar na cidade serrana de Sana e conheceu Cecília, uma bióloga carioca, por quem logo se apaixonou. Os dois voltaram para o Rio juntos, começaram a namorar, e meses depois foram morar juntos no bairro de Santa Teresa. Logo depois o casal resolveu oficializar a sua relação e, na mesma época, César enviou sua Carta de Renúncia ao governo Argentino. “Meu coração virou brasileiro no momento em que pisei nessa terra. Não quero sair daqui.”, diz ele.

Um ano depois de chegar no Rio, o argentino ganhou o que ele diz ser o maior motivo para “fincar raízes no Brasil para sempre”, sua filha Bianca. Quando a menina tinha cerca de oito meses, César conheceu Jorge Selarón – o artista plástico que há 17 anos trabalha na famosa Escadaria da Lapa – e logo começou a trabalhar para ele. Três meses atrás, quando Bianca completou um ano de idade, Cecília teve que se mudar por causa de seu trabalho e foi morar com a filha em Casimiro de Abreu. Como havia se engajado no projeto de Selarón, César ficou em Santa Teresa vivendo temporariamente longe da filha e da esposa que visita quando possível.

Há sete meses ele trabalha para o artista, e entre outras coisas é responsável pela finalização da “pirâmide” da Escadaria – a qual mostra com orgulho a quem visita – e pelas vendas das pinturas de Selarón. Atualmente César afirma que – mesmo fazendo parte dos 11,8% de Argentinos que moram e visitam o Rio de Janeiro todos os anos – se sente totalmente brasileiro. “Para virar brasileiro mesmo, só falta perder o sotaque carregado”, brinca ele. Mas com tantos outros latino-americanos morando nas redondezas de sua casa e trabalho, isso passa a ser apenas um detalhe quase imperceptível.

Por Carolina Ruiz /Colaboração de Milena Veloso

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