Archive for the ‘Atualidades’ Category

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A Lapa perde suas cores

janeiro 10, 2013

Artista e obra, Jorge Selarón.

Esta quinta-feira, 10, tornou-se um dia de luto para um dos bairros mais alegres do Rio de Janeiro. Nesta manhã, o artista plástico Jorge Selarón foi encontrado morto na escadaria que leva seu nome – um dos mais famosos pontos turísticos da Lapa. O Lapa em Foco não poderia deixar de prestar sua homenagem a esse artista chileno, que se tornou famoso graças a seu trabalho no bairro carioca.

De acordo com as informações divulgadas no site do jornal “O Globo”, o corpo de Selarón foi encontrado na escadaria com marcas de queimaduras, ao lado de uma lata de solventes de tinta. Segundo entrevistas de pessoas próximas ao pintor ao jornal, Selarón estava em depressão por causa das ameaças que vinha recebendo de um ex-colaborador de seu ateliê , desde novembro de 2012. A polícia ainda está investigando o caso, trabalhando com as possibilidades de suicídio, homicídio ou crime passional.

A brutalidade da morte chocou tanto amigos quanto fãs e moradores da cidade, que usaram as redes sociais para expressarem a tristeza de ver o fim do trabalho de um dos maiores contribuintes da alma e alegria carioca. Jorge Selarón começou a trabalhar na escadaria no início da década de 90, quando se mudou definitivamente para a Lapa. Em 2005 a Prefeitura do Rio tombou a escadaria como patrimônio da cidade, eternizando a obra.

foto de divulgação/Gemerson Dias

No verso de sua foto, vendida junto com suas pinturas, fica eternizada a declaração do artista: “Esse sonho único e maluco só vai terminar no dia de minha morte”. Agora o que resta do chileno de alma carioca é apenas a sua história e sua alegria contada pelos azulejos nos degraus da escadaria do Convento de Santa Teresa.

Fica, aqui, o registro de tristeza e admiração de nós, do Lapa em Foco, aos anos de trabalho do chileno mais carioca Jorge Selarón.

por Carolina Ruiz e Milena Veloso

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Lapa, uma boa anfitriã

novembro 29, 2007

Que o Rio de Janeiro é uma cidade extremamente turística, todo mundo já sabe. A novidade atualmente está na opção dos viajantes em onde ficar hospedado na Cidade Maravilhosa. Há algum tempo, nenhum turista pensaria duas vezes antes de escolher pontos badalados da Zona Sul como destino, mas de uns tempos pra cá isso tem mudado. Os hotéis cinco estrelas de Copacabana já não são mais a primeira opção para os viajantes, principalmente para a galera mais jovem. Hotéis menores, mais baratos, e em pontos fora dos centros turísticos vêm se tornando as hospedarias mais procuradas pelos viajantes que querem gastar menos sem deixar de se divertir na cidade.

Os albergues vêm sendo cada vez mais procurados por viajantes mais jovens, principalmente pelos adeptos do mochilão. A Lapa é um local rico em albergues e pequenos hotéis, opções principais desses turistas. Com cerca de 15 hospedarias de todos os tipos (a grande maioria situada em Santa Tereza), o local já virou destino de dezenas de viajantes que estão descobrindo a Lapa como parte do Rio de Janeiro, fugindo da obviedade da Zona Sul. O americano Andrew McKay, de 23 anos está visitando o Rio de Janeiro com outros amigos, e escolheram o Terra Brasilis Hostel, em Santa Tereza como sua hospedagem. “É bem mais barato do que um hotel normal. Meus amigos que já visitaram o Brasil disseram que a Lapa era muito legal, achei que seria legal não ficar em Copacabana, e estou muito feliz com a decisão. Podemos visitar tudo durante o dia, e de noite aqui é o lugar perfeito para sair e se divertir!”, diz ele. O dono do albergue, Rogério Moreira está feliz com o empreendimento. O albergue foi inaugurado em Maio deste ano, e há uns dois meses não tinham nenhum hóspede. “Acho que abrimos numa temporada ruim, mas acredito que agora no final do ano vamos ter bastante gente procurando reservar um lugar aqui. A proximidade com a Lapa atrai muita gente.”, afirma o empresário.

Mas a diversão não é a única opção de quem opta pelo Centro da cidade para se hospedar. A peruana Fabíola Gonzáles e o varanda-do-solar-de-santa.jpgmarido Martín Gonzáles acabaram de se casar, e se hospedaram no Solar de Santa Guesthouse para passar a lua-de-mel. “Pegamos várias referências de amigos que já conheciam o Rio. Todos falaram maravilhas da Lapa, mas não era exatamente esse tipo de bagunça que a gente estava procurando. O Solar caiu do céu como uma opção para a gente.”, conta Martín apoiado por sua esposa. “Aqui é muito lindo e muito calmo. Tem muito verde em volta, isso é muito bom. A gente pode visitar a cidade, mas ficar tranqüilos aqui no final do dia é muito bom. É como se fosse outra cidade. Ontem à noite saímos e fomos ali na Lapa. Foi divertido, quero repetir hoje de novo. É bom estar se divertindo com um monte de gente, e ao mesmo tempo saber que quando voltarmos para o hotel vamos poder relaxar de novo”, complementa ela.

Natacha Barcellos, responsável pela recepção e eventos do Solar de Santa diz que atualmente muitos casais estão fazendo reservas ali pelo mesmo motivo de Fabíola e Martín. “É uma proposta diferente de hospedagem, aliando o conforto e exclusividade com locais turísticos muito procurados por esse público mais jovem. A tranqüilidade de Santa Tereza foge dos padrões de badalação da Zona Sul. Acho que isso atrai os hóspedes”, afirma ela.

quintal-da-casa-aurea.jpgO empresário Cornelius Rohr inaugurou o albergue Casa Áurea há cerca de cinco anosm quando ainda não haviam opções de hospedagem em Santa Tereza. “Com tudo que a gente fica sabendo que rola de bom na Lapa, eu queria muito ficar em um lugar por perto. Achamos a Casa Áurea, e não pensamos duas vezes. O albergue é ótimo, barato, e é tão perto da Lapa que dá pra ir andando. Estamos muito animados!”, conta a mineira Camilla Nogueira, de 21 anos que está fazendo um mochilão pelo Brasil com um grupo de amigos. Com a revitalização da Lapa, os empresários do ramo de hotelaria, como Cornelius e Rogério estão apostando nas redondezas do local. Cerca de 10 albergues e pequenos hotéis foram inaugurados na Lapa e arredores nos últimos 3 anos, e nada indica que a tendência vai parar tão cedo. E quem ganha com isso não são apenas os turistas, mas também toda a cidade.

Por Carolina Ruiz

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Circo de Cultura

novembro 29, 2007

Acostumados em olharmos o Circo Voador apenas como um local de exposições e shows culturais o local tem mais a oferecer. Marcado por mega eventos e palco de momentos inesquecíveis da música brasileira, o Circo Voador tem mais a dar pela cultura. Mais do que pano de fundo para shows a instituição atua em vários projetos sociais. Oferece cursos de som, iluminação, vídeo e computação e é palco também para oficinas de circo, capoeira, teatro, dança e música. Incluso no projeto do Ministério da Cultura que visa designar subsídio às manifestações culturais através de aparelhos e método, chamado Ponto de Cultura, um seguimento do Cultura Viva, a instituição oferece cursos e oficinas a comunidade carente.

O Circo Voador é um dos 56 Pontos de Cultura espalhados pelo Estado e desenvolve projetos como a Creche do Circo Voador é um dos seus projetos oferecidos pela casa. Ela atende 80 crianças da Lapa e das redondezas oferecendo projetos extra-curriculares, refeição e cuidados de saúde. O espaço atende as criança até 5 anos em tempo integral tem seu novo prédio fica atrás do Circo com a Avenida Mém de Sá. Além do projeto Estúdio de Áudio-Visual do Circo, onde é possível aprender a editar, mexer em programas avançados como o Final Cut e Motion, além de aprender a produzir, e criar roteiros.

Outro projeto da casa é o MEC, Movimento de Educação e Cultura, que fica na Rua Joaquim Silva 114. O projeto foi erguido a partir de recursos da própria instituição e possui cursos gratuitos de Inglês, Espanhol, Estúdio Livre, Turismo Cultura e Informática. Além desses projetos, que são os mais recentes, o Circo Voador oferece outros cursos para todas as idades. Informações podem ser obtidas no site do Circo Voador.

Por Milena Veloso

Mais informações:
MEC – Movimento de Educação e Cultura
Rua Joaquim Silva, 114 – Lapa
Tel.: (21) 2222-2976
mec@circovoador.com.br

Entre em contato e garanta a sua vaga:
pontodecultura@circovoador.com.br
Tel.: (21) 2533-0354 r. 250

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Escadaria da Lapa

novembro 29, 2007

A escadaria que liga a Lapa ao convento de Santa Teresa é um dos atrativos que a localidade pode oferecer . Visitada por estrangeiros e turistas de outros estados, a obra prima decorada pelo artista plástico chileno, Selarón, possui 215 degraus minimamente decorados com azulejos vindos de vários países. Outros adereços que são notáveis na decoração da escadaria são objetos de porcelana como pratos, pires, xícaras e até mesmo banheiras. O artista compra parte do material e parte recebe por meio de doações em especial de visitantes que se apaixonam pela sua arte. Ao observar a obra é possível perceber as cores verde e amarelo se destacando no meio do todo – essa foi uma forma que Selarón achou para homenagear o país que adotou como lar. A sua pintura se caracteriza pelo uso expressivo de tons em marrom, preto e vermelho com traços bem definidos. Mescla cultura ocidental e oriental em uma mesma escadaria.

Na maioria dos azulejos, quadros e paredes ao redor da escadaria decorados pelo artista plástico é possível notar a presença de uma personagem misteriosa. Trata-se da figura de uma mulata grávida. O significado dessa musa nunca foi revelado e o porquê da sua constante aparição Selarón guarda como um segredo.O artista chileno também tem outras características peculiares, carrega consigo constantemente uma agenda, uma diário, onde anota todas as suas conversas, seus dias, observações e principalmente seus projetos. Alegre e cativante, é quase impossível separar o artista da sua criação. Falar da escadaria e visitá-la sem a presença de Selarón é como ficar sem visitar uma parte do local.

Como todo gênio, Selarón possui dois ajudantes, quase que apredizes, Cezar, um argentino de coração brasileiro, e Roberto, um macaense um tanto quanto carioca. Os dois ajudantes são os responsáveis por colocar e cortar os azulejos de forma que mantenham a simetria e harmonia da obra. Pela necessidade de uma constante reforma para a preservação da do local, Selarón capacita seus ajudantes para quase todas as tarefas que no início foram executas apenas por ele.

Cezar foi o elaborador da pirâmide de banheiras e do jardim também decorado com elas. Roberto ainda não possui nenhuma arte sua dentro da escadaria, mas se encarrega pela venda dos quadro pintados em porcelana que Selarón vende. Os dois aprendizes possuem a simpatia e o jeito cativante de seu mestre e são bons esclarecedores para toda e qualquer dúvida que se tenha do local e da obra.

A escadaria é um monumento imperdível para quem pretende visitar e principalmente para quem mora no Rio de Janeiro. Não precisa de hora para marcar e têm livre acesso para quem queira apreciar um monumento artístico.

Por Milena Veloso

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Novas opções na Lapa

outubro 11, 2007

Famoso por seus bares e casas noturnas em Botafogo, o Grupo Matriz vem se expandindo para a Lapa há alguns anos. A primeira casa do Grupo foi o Teatro Odisséia, inaugurado em 2004, uma aposta (certeira) no crescimento da Lapa. De lá pra cá, outras 3 casas foram abertas, a mais recente inaugurada esse ano. A Choperia Brazooka, como foi nomeada, fica em uma casa colada ao Teatro Odisséia. Com seus 4 andares, mais de 200 lugares, 3 varandas, entre outros atrativos, a casa já é a maior choperia da Lapa.

fachada-brazooka.jpgA idéia de abrir uma choperia já é antiga. Dois anos antes, quando o Grupo abriu a Taberna do Juca na Lapa, viu que era um bom negócio. Tempos depois, quando a Taberna foi vendida, resolveu abrir a choperia de fato, também devido à grande demanda de pessoas procurando lugares bacanas para tomar um bom chope na Lapa. O público é grande e diverso – o que já é tradição para as casas do grupo – como explica Daniel Koslinski, um dos três sócios do Grupo Matriz. “Todas as casas do Grupo Matriz têm perfis diferentes, mas sempre com uma ‘alma’ em comum. Boa parte do público entende isso e se identifica com essa ‘alma’. Essa foi uma das razões do sucesso do grupo desde o começo, acreditar que boa arte, música, cultura e entretenimento independem de tribos”, explica o empresário.

Levar o perfil do Grupo da Zona Sul para a Lapa foi, aparentemente, fácil em meio a todo o processo de revitalização que vem acontecendo no local. Koslinski encara essa tranformação com otimisto: “Esse processo todo só é bom para a Lapa, seus comerciantes, moradores e para a população do Rio em geral. Boemia e malandragem (o bom malandro, né…) não têm nada a ver com degradação, assaltos, ruas escuras e abandono”. O público também está bem satisfeito com tudo isso, pois as iniciativas privadas de restauração da Lapa e abertura de novos bares e casas noturnas está dando para os freqüentadores da noite boêmia uma opção mais segura de diversão, mas que vinham se afastando devido à insegurança. O empresário dono do Grupo Matriz adiciona, “O comércio informal toma as calçadas e não deixa espaço para as pessoas caminharem, vendem bebidas alcoólicas para menores. Os flanelinhas dominam as ruas extorquindo dinheiro debaixo das barbas da PM. Isso afasta um público que não está a fim de enfrentar essa guerra”. Mas afirma que o papel de garantir a segurança da população é do Estado, mas que isso não vem acontecendo de fato. “A iniciativa do estado por ali é muito tímida e pouco abrangente. Muita gente ali investiu tudo, apostou no bairro e tem o direito de lucrar, mas mesmo assim é muito difícil porque o poder público não ajuda. Os comerciantes salvaram a boemia da Lapa, agora cabe à Prefeitura e ao Estado fazerem sua parte”, conclui. galera-brazooka.jpg

Quanto a segurança, diversão e cultura, o Brazooka é o point ideal, reunindo tudo isso em um só lugar. A música ambiente segue o conceito da Festa Brazooka, que acontece às sextas-feiras na Casa da Matriz, em Botafogo, um sucesso no currículo do Grupo. E Daniel garante que o investimento do Grupo Matriz na Lapa ainda não parou. Quando questionado sobre os futuros projetos do Grupo, ele limitou-se à um simpático “Aguarde-nos!”. E nos resta aguardar mesmo, pois se depender dos empresários e comerciantes, a Lapa ainda terá muita história pra contar.

Por Carolina Ruiz

Fontes:
Choperia Brazooka
Lá na Lapa

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Vias de revitalização

outubro 11, 2007

Mais do que uma medida de embelezamento, a revitalização dos centros urbanos pode ser um ato de alto lucro para as cidades: garante a retomada de investimentos, do fortalecimento do mercado e do comércio na região com a criação de novos empregos também. Após mais de três décadas de degradação, o processo da Lapa teve início com tombamentos e reformas de edificações históricas. O primeiro passo foi dado em 1979 com a elaboração do Projeto do Corredor Cultural, que engloba prédios e casas localizados pela Praça Quinze, Saara, Largo de São Francisco, Lapa e Cinelândia.

A partir desse projeto intitulado “Corredor Cultural SMP 1979”, que levou a publicação da Lei n.º 506, de janeiro de 1984, se determinou a revitalização. Outras medidas também foram adotadas, posteriormente, como o Quadra da Cultura, o Distrito Cultural e o Eu Sou da Lapa. Todos esses projetos foram criados visando revalorizar a localidade com a execução de obras e construções em locais que estavam abandonados durante essas décadas, junto com uma reforma das áreas históricas.

Quadra da Cultura: foi criada para incentivar e valorizar manifestações culturais com a reutilização de parte dos sobrados da área para esses fins. O projeto foi criado pelo Governo do Estado durante a segunda administração de Leonel Brizola (1990-1993). O projeto serviu para chamar a atenção da imprensa e empresários para a revitalização da Lapa. Estabeleceu-se também um circuito de espetáculos, festas e uma nova área para a boêmia com restaurantes e bares.

Distrito Cultural: têm o objetivo de destinar imóveis estaduais, não afetados ao uso comum do povo ou especial para atividades culturais. Criado pelo Governo do Estado, em 07 de junho de 2000, através de um decreto, junto com a Secretaria de Cultura pretende ampliar o projeto da Quadra da Cultura. O projeto engloba uma área maior na Lapa e pretende, em parceria com empresas privadas e públicas, investir na reforma dos sobrados já cedidos a instituições culturais e a ocupação dos vazios. Pretende, também, criar novos espaços destinados a atividades culturais.

Eu Sou da Lapa: é um projeto lançado no final de 2005 que visa estimular ações residenciais na área da Lapa. Resgata a vocação residencial propondo mais segurança e iluminação na localidade. Foi inspirado no projeto I love NY, criado em 1970 com o mesmo objetivo na cidade de Nova Iorque.

Por Milena Veloso

Fontes:
– Revista Veja (http://veja.abril.com.br/vejarj/290306/p_012.html)
http://www.inepac.rj.gov.br/arquivos/LapatextoSite17.10.2005.pdf

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A nova cara da Lapa

setembro 27, 2007

Morar na Lapa, ter a Lapa como um lar. Essa será a vida de algumas pessoas como Sérgio Barros, 28 anos, advogado, e Carolina Almeida, 20 anos, estudante de Comunicação da UFRJ.

Sérgio e Carolina serão um dos mais de 688 novos moradores do condomínio Cores da Lapa. O jovem casal resolveu comprar o seu primeiro lar em um dos projetos mais ousados que vem sendo desenvolvido na Lapa.

“Morar na Lapa será uma das melhores coisas que a gente vai fazer. Eu trabalho no Centro e moro na Barra. A Carol estuda na Praia Vermelha na UFRJ e mora no Leblon. Com certeza morar no bairro será ótimo para começarmos a nossa vida conjunta”, afirmou Sérgio.

Desde que o jovem casal resolveu noivar em julho de 2005, após dois anos de namoro, a prioridade passou a ser achar um apartamento ideal para a rotina dos dois.

“Eu me formo em dezembro de 2008 e não temos pressa para casarmos. O apartamento foi um presente surpresa dos meus pais. Na verdade, papai descobriu tínhamos vontade de arranjar algum lugar na Lapa para morarmos e nos fez essa surpresa”, declarou Carolina.

“Talvez não morássemos no Cores se estivéssemos que ainda juntar nosso dinheiro. Os apartamentos esgotaram em pouco tempo. Para mim foi uma surpresa o Seu Roberto ter conseguido comprar”, complementou Sérgio.

Sérgio e Carolina afirmaram que a proximidade do Centro e a paixão pelos bares e casas noturnas do lugar influenciaram na escolha do bairro como moradia.

Quando questionados por que não decidiram antes mudar para a Lapa ou se já haviam pensado antes nessa possibilidade, o casal afirmou já ter pensado. Mas que tudo tornou-se mais concreto com a crescente transformação do local.

“Acreditamos que a Lapa se tornará também um local ótimo para moradia. Não sei se existem famílias, quero dizer, pais com filhos pequenos que estejam se mudando para lá. Mas uma galera boa sem dúvida formará a nossa vizinhança”, aposta Carolina.

Muito ansiosos, o casal aguarda montando o enxoval, o dia da mudança para a casa nova e quando passarão a morar de fato no bairro.

“Serão duas mudanças maravilhosas para a nossa vida. E quando estivermos estáveis aguardaremos para a terceira mudança, o nosso bebê que formará nova galera da Lapa”, disse Sérgio apoiado por sua futura esposa.

Por Milena Veloso