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Como tudo começou

A Lapa, conhecida pela boemia carioca, tem como principal referência os Arcos da Lapa, considerado a obra arquitetônica de maior porte empreendida no Brasil durante o período colonial. Os Arcos da Carioca, como eram conhecidos no passado, foram construídos com o objetivo de solucionar o problema da falta d’água na cidade e canalizava as águas do rio Carioca. A obra foi iniciada em meados do século XVII e se arrastou por décadas. Em 1871, a canalização chegou até o morro do Desterro, onde seria construído o Convento de Santa Teresa. Mas era preciso vencer um obstáculo: entre o morro e a cidade estendiam-se 300 metros de brejos e lagoas. Com uma ponte para as águas – construída com a técnica milenar romana de construção de arcos – o problema foi solucionado.

            O bairro começou a ser ocupado por volta de 1808, principalmente após o desembarque da Família Real portuguesa, fugida da guerra na Europa e trazendo inúmeros cortesãos e extensa burocracia governamental. E foi das antigas chácaras e quintas da Lapa que foram surgindo novos e aristocráticos sobrados. Entre 1838 e 1888 a área urbana do bairro havia se triplicado.

Passada por processos de modernização no início do século XX, a Lapa ganhou avenidas e modernizações nos costumes. O governo Pereira Passos promoveu desapropriações e demolições, expulsando da área central inúmeros trabalhadores e despossuídos.

Em 1896, os Arcos passaram a ser utilizados como viaduto para uma linha de bondes para Santa Teresa. Ainda durante o governo Pereira Passos a Lapa ganhou ares afrancesados, com a arborização do Largo, a recuperação do Passeio Público e a construção do lampadário.fatobemantiga10.jpg

Foi a partir de mais da metade do século XX que a Lapa começou a ter a vida noturna bastante agitada. Os cabarés e restaurantes lá instalados abrigavam uma das noites mais badaladas da cidade oferecendo opções para todos os tipos. Durante os anos 1960 e 1970, o bairro sofreu um longo período de abandono, apesar de manter alguns bares e restaurantes tradicionais.

No início da década de 1980, a Lapa passou a ter pequenas iniciativas de volta à vida noturna com shows no Circo Voador e concertos da Sala Cecília Meirelles. E foi a partir dos anos 1990 que as casas da Rua da Lapa começaram a ser ocupadas por iniciativas culturais e passaram a acolher festas que atraíam todos os tipos de tribos. Assim, começou bem devagar o processo de revitalização do local.

De uns tempos pra cá a Lapa se consolidou como o local democrático que conhecemos hoje. Acolhedora de todas as tribos, ela não deixa a desejar com os shows e eventos em locais como o Circo Voador e Fundição Progresso. Hoje contabiliza-se a passagem de cerca de 110 mil pessoas por semana na área, segundo pesquisas do Sebrae-RJ e do DataUFF .

O efeito da revitalização só tende a melhorar. Enquanto isso, é bom curtir esse clima de interação proveniente de um local antigo e, ao mesmo tempo, super-atual como o bairro da Lapa.

 

Por Milena Veloso

fotes:
Instituto Pereira Passos

One comment

  1. bem legal isso !



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